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Kasinski GT650 R – Avaliação Técnica


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     Um motor V2 em 90º como este da GT 650 R fez sucesso em seguidas versões, desde que foi lançada a primeira em 1972, quando Fabio Taglioni colocou um protótipo em Imola.

     O som de uma V2 é algo que fica na memória de todo motociclista. Grave e compassado, é fácil identificar do que se trata sem precisar dar uma olhada.

Kasinski GKasinski GT 650 R - A alma de uma campeã num projeto coreano em versão brasileira

Kasinski GT 650 R : alma de uma campeã num projeto coreano em versão brasileira

     Em vez de potência pura e bruta, as Ducati V2 garantem uma dirigibilidade excepcional em altas velocidades e essas características foram as que mais provocaram o grande sucesso que essas motos obtiveram no Superbike e no MotoGP. Essa teoria evoluiu para o BigBang da Honda, quando ela modificou, para maior sucesso, o motor da moto do grande campeão Mick Doohan. Também foi usada pela Yamaha quando fez o seu virabrequim cross-plane.

     Essas tecnologias derivam de uma necessidade que tem uma motocicleta de competição. Na hora de entregar toda a potência, deve-se evitar perda de tração e excesso de tensões no chassi. E aí a vantagem é dos V2 que tem uma forma gradual de entregar potência pela sua natureza.

Ducati 750 Supersport, o começo de uma revolução no esporte

Ducati 750 Supersport, o começo de uma revolução no esporte

     Com o lançamento das Suzuki TL1000 e da Honda VTL 1000 no fim do século passado, ficou comprovado o sucesso dessa abordagem tecnológica dos V2 a 90º. Então várias outras empresas tentaram seguir a mesma formula, até em variações menores de 650cc. Entre elas a Hyosung, que no Brasil chegou em 2009 trazida pela Kasinski e agora está melhorada na versão 2011.

     Ao sentar na Kasinski GT650 R já se percebe a altura do banco, acima da média por causa da posição do cilindro traseiro, que fica quase vertical. A posição das barras da direção indicam a natureza esportiva da moto e apenas os motociclistas acostumados a essa posição sabem que há vantagens em dirigibilidade, distribuição de peso e adaptação às forças do vento frontal. Dores na coluna para os que não estão acostumados também acontece mas para ajudar nisso as pedaleiras contam com uma segunda furação para ajustar corretamente a posição do piloto conforme sua estatura e preferência.

Na Cidade  

O belo painel digital e o encaixe mal dimensionado do arremate no parabrisa

O belo painel digital e o encaixe mal dimensionado do arremate no parabrisa

     Andando o piloto se posiciona bem avançado sobre as barras da direção e o esforço dos braços é notável para segurar o peso do corpo e apoiar nas barras da direção. Isso faz com que a frente ganhe maior proporção na distribuição de peso, favorecendo nas curvas. Esta característica é acentuada na Kasinski GT650 R e a vontade de pegar uma estrada sinuosa aumenta porque só assim a pressão sobre as mãos diminui sobre a ação do vento. Por isso ela é uma moto que não estimula o uso contínuo na cidade.

     A Kasinski GT 650 R é uma moto leve e o conforto oferecido é razoável, especialmente porque o motor não é explosivo e facilita bastante a pilotagem entre os veículos. Uma coisa que limita o uso na cidade são os batentes da direção que igualmente a qualquer esportiva não permite esterçar muito, contornando carros parados ou manobrando em estacionamentos. Em casos de mudança rápida de direção quando em movimento, ela responde bem mas exige um pouco de força sobre as barras do guidão.

      Fora isso ela se comporta bem na cidade e pode funcionar como transporte diário com vantagens por ser razoavelmente estreita, saindo-se bem nos corredores. As suspensões na cidade trabalham bastante e absorvem com eficiência as menores irregularidades. Mas por seu caráter esportivo na resposta a grandes buracos, bem comuns, ela transmite os choques maiores ao condutor e ao garupa. Aliás, pela classe da moto, a posição do garupa é bem confortável no seu assento mais alto e apenas esses grandes choques incomodam mais. Andando sem garupa pode-se usar o espaço como um bom bagageiro pois as alças emborrachadas fazem boa pega aos elásticos que também são facilmente presos tanto nas próprias alças quanto no gancho que há no suporte da pedaleira do garupa. À noite a sinalização é eficiente, com as luzes da traseira em LEDs, e os farois duplos que embelezam a moto e iluminam bem o caminho.

Nas estradas e rodovias 

A Kasinski GT650R gosta mesmo de uma estrada sinuosa

A Kasinski GT650 R gosta mesmo de uma estrada sinuosa

     Esse é o seu ambiente preferido, particularmente nas estradas com muitas curvas pois é para isso que essa moto foi desenvolvida: fazer curvas. Aqui, além das boas características do chassi e das suspensões, o motor dotado de extrema elasticidade proporciona uma ampla gama de tipos de condução. Não tem uma autonomia muito grande, mas o suficiente para bons percursos, dependendo do ritmo conferido.

     É possível usar o motor nas rotações abaixo de 6000 rpm que a moto anda com suavidade e maior economia com pouca vibração. Acima disso o motor cresce rápido até perto de 9000 rpm, um pouco antes da faixa vermelha, 10500 rpm. Esse é o melhor momento de passar para a marcha mais alta. Andando nessa faixa, numa tocada mais radical o consumo aumenta muito, bem acima da média dos motores dessa categoria e percebe-se que o resultado em aceleração, mesmo até a última marcha, permanece grande e constante. A Kasinski GT650 R recebeu um bom trabalho no acerto da injeção e ignição, mas paga-se um custo alto do aumento do consumo para até 12 Km/litro quando se usa o motor ao máximo.

     O chassi mostra também as suas qualidades com uma geometria bem estudada para oferecer grande maneabilidade nas curvas sem perder estabilidade nos terrenos mais acidentados das retas. Há na verdade um pouco de flexão do chassi quando levado a extremos, em aceleração média em trechos ondulados, quando a suspensão tem que trabalhar e o trecho da curva ainda não permite rolar o acelerador. Perto do ápice da curva, se houver ondulação ou buracos sente-se a oscilação do chassi. Uma regulagem mais dura da suspensão pode ajudar, mas vai se traduzir num rodar mais áspero.

Avaliação técnica

Belo chassi treliçado com grossos tubos formando barras periféricas

Belo chassi treliçado com grossos tubos formando barras periféricas

Ciclística 

     Para uma moto esportiva a Kasinski GT650 R apresenta características importantes. Um belo chassi treliçado com barras duplas periféricas construidas em tubos de grande secção, utiliza o motor como parte estrutural. Tem soldas bem feitas e pintura semi-fosca bonita e resistente. Sua geometria e distribuição de massas resulta em uma maneabilidade não tão rápida, leve e precisa como as melhores esportivas do mercado, mas ainda assim apresenta boas características.

Motor V2 a 90° DOHC, 8 válvulas e duplo corpo de borboletas emite um som imponente

Motor V2 a 90° DOHC, 8 válvulas e duplo corpo de borboletas emite um som imponente

Grande caixa de ar abriga filtro de papel que necessita troca ao ficar muito sujo

Grande caixa de ar abriga filtro de papel que necessita troca ao ficar muito sujo

Motor

     O motor DOHC com quatro válvulas por clilindro prima pela elasticidade. Entrega bom torque e assim pode ser utilizado com bons resultados desde 3000 rpm até perto da faixa vermelha que fica em 11500 rpm. Mais pelo meio dessa faixa útil de rotações a aceleração cresce com firmeza, mostrando que a curva de potência aumenta bem nessa rotação. O arrefecimento líquido mantém o motor em boa temperatura de trabalho e nem mesmo nos dias mais quentes sofre grande alteração.

     A alimentação dos dois corpos borboleta é feita por um injetor para cada um, com a bomba de gasolina imersa no tanque. A caixa de ar, de grande volume, abriga o filtro de papel sob o tanque de gasolina. Este motor não despeja muita potência, mas quando exigido ele cresce rápido e dá muito prazer de pilotar, mas cobra seu preço em consumo elevado. Apesar disso o som do V2 a 90º é uma música para os ouvidos do piloto, sem incomodar quem passa perto.

Câmbio 

     Tem escalonamento bem apropriado à faixa útil do motor e as trocas são rápidas e precisas, raramente se erra uma troca. Seu acionamento é bem silencioso e há previsão de ajuste do pedal ao se mover a pedaleira, trocando a haste que liga o pedal ao eixo do acionamento de mudança de marcha. Na sexta marcha o motor fica numa rotação bastante confortável e às vezes pode-se até esquecer de usá-la porque a quinta já oferece uma boa velocidade de cruzeiro.

Freios dianteiros potentes em discos flutuantes

Freios dianteiros potentes em discos flutuantes

Suspensão traseira tem ajuste na pré-carga da mola

Suspensão traseira tem ajuste na pré-carga da mola

Freios

     Duplos na dianteira e simples na traseira. Eles são flutuantes na dianteira, com pinças de pistões duplos e permitem boa sensibilidade e potência. Resultam em frenagens poderosas. Na traseira o disco é único, mas a pinça tem pistões duplos. Também oferece grande controle e dificilmente se trava a roda.

Suspensão

Links na suspensão melhora progressividade - escape 2x1 em inox amarela com o calor, normal isso.

Links na suspensão melhora progressividade – escape 2×1 em inox amarela com o calor: normal

Bengalas invertidas agora mais discretas, anodizadas em preto

     Bengalas invertidas agora mais discretas, anodizadas em preto  “Up-side down” na dianteira conta com ajuste no retorno hidráulico oferecendo bom controle da frente da moto. Na traseira conta com amortecedor único, com ajuste na pré-carga da mola e o acoplamento da balança é feito por meio de link. Consegue um bom resultado e apenas se exigido ao limite apresenta algum movimento parasita, combinado com flexão no chassi.

Acabamento

     O acabamento é bom, a pintura de boa qualidade e de camada de boa cobertura. As peças plásticas poderiam se encaixar melhor, principalmente nas junções do painel com a carenagem. Permanece como na 250 GTR a mesma peça que suporta a parte dianteira do banco e tanque. Poderia ter solda mais bem acabada pois parece que não foi feita na mesma fábrica que o chassi.

Equipamentos 

     Os controles são muito bem posicionados e ajuda bastante as pedaleiras ajustáveis como equipamento original.
O painel tem todos os instrumentos necessários e oferece ótima leitura. O quadro de cristal líquido mostra a velocidade em grandes dígitos enquanto o mostrador analógico traz a rotação do motor.

Tecnologia 

     A Kasinski GT650 R é uma moto derivada da antiga Comet 650 e conta com a mesma tecnologia básica. Pontos altos são os cabeçotes DOHC do motor com quatro válvulas por cilindro. A injeção eletrônica e todo trabalho em vestir a moto com uma bela carenagem deu uma nova vida ao projeto, mas ainda precisa de alguma melhoria principalmente na injeção. Deve-se conseguir maior economia pois mesmo para uma esportiva, hoje em dia essa questão se torna importante.

Tabela de consumo

Tabela de consumo Kasinski GT650 R

Tabela de consumo Kasinski GT650 R

     É nítida a evolução tecnológica que a Kasinski GT650 R sofreu. Percebe-se que o fabricante conseguiu corrigir vários pontos deficientes, como a excessiva vibração e detalhes de acabamento. Os números de venda são mantidos em torno de 50 unidades todos os meses. O preço de R$24.700,00 (Tabela Fipe 10/5/2011) é competitivo e aos aficcionados pelo estilo que querem entrar nas médias cilindradas a GT650 R configura-se a opção mais acessível.

Fonte: http://www.motonline.com.br/

Ficha técnica

ficha técnica Kasinski GT 650 R - Motonline

 

 

Equipe: ArquivoMOTO

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Kasinski Soft 50 – 2011 !!!


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      O ciclomotor Soft 50 é novo modelo que a Kasinki começa a vender no mercado brasileiro. A proposta é ser um veículo de duas rodas versátil para uso diário nas cidades, em deslocamentos curtos, com velocidade controlada de até 50 km/hora.

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     O Kasinski Soft 50 vem equipado com motor de 4 tempos de 49,5cc com potência de 3,5 cv a 8.000 rpm e torque máximo de 0,35 kgf.m a 7.500 rpm. A transmissão é do tipo semi-automática (basta acionar o pedal da embreagem para a passagem de marcha) de 4 velocidades. O painel possui marcador de combustível e indicação das marchas.

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     O ciclomotor conta com sistema de partida elétrica e a pedal, rodas raiadas e freios a tambor nas rodas dianteiras e traseira. O bagageiro já vem equipado com baú.

     O fabricante informa que em alguns testes de consumo o Soft 50 chegou a percorrer até 54 quilômetros com um litro de combustível, ou seja, com um tanque de 3,5 litros a autonomia pode chegar aos 189 quilômetros.

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     O design do ciclomotor foi desenvolvido por meio de uma parceria entre o Grupo Zongshen, na China, e o tradicional fabricante de ciclomotores Piaggio, da Itália. O veículo está disponível nas cores vermelho e preto em todo o Brasil já no mês de fevereiro pelo preço sugerido de R$ 3.490, com capacete grátis.

Fonte:http://www.moto.com.br

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Equipe: MotosBR

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Carenagem Kasinski Comet GT 250 by RiderTuning/SP


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       A Empresa Rider Tuning é especializada no desenvolvimento de peças e acessorios para qualquer tipo de motocicleta. Utilizando materia-prima de primeira qualidade e perfeitamente ajustadas, sem necessidade de adaptações, utilizando apenas a furação original do quadro.

       Comercializa para Kasinski Comet GT 250 uma carenagem muito bonita e de qualidade, confira nas fotos alguns exemplos desse trabalho.

 

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MAIS INFORMAÇÕES LIGUEM PARA

(011)  –  2864-9615

Equipe: MotosBR

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Kasinski CRZ 150 SM e Mirage 150 – Qual é a sua?


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A proposta é a mesma, mas os modelos são completamente diferentes. E aí? Já sabe qual vai ser a sua?

                                                                                         

     OK. Vendo essas motos tão diferentes você deve estar pensando que é um absurdo dizer que ambas possuem desígnio semelhantes. Mas acredite. Embora cada uma apele para um estilo diferente (a CRZ 150 SM com o estilo supermotard e a Mirage 150 para o estilo custom), elas possuem cilindrada e desempenho praticamente idênticos e foram projetadas para o uso urbano.

     Posso adivinhar de novo? Agora você deve estar se perguntando qual das duas é a melhor, já que elas brigam pelo mesmo território, certo? Pois saiba que o correto seria perguntar qual das motos é a melhor para você. Isso porque as diferenças não se limitam ao estilo e cada uma delas é capaz de agradar motociclistas com perfis diferentes.

 

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  A primeira diferença entre os dois modelos está no apelo estético. A CRZ 150 SM oferece soluções comuns e motos de competição, como o quadro de sessões retangulares, tanque de plástico, suspensão dianteira invertida, pedaleiras de alumínio, grandes discos de freio e o manete do freio com regulagem (item comum em motos de cilindrada elevada). As cores, que misturam preto, branco e a cor predominante (neste caso o vermelho, mas também disponível na cor azul) completam o visual esportivo desta Supermotard.

     Customização de série é a proposta da Mirage 150. A receita custom se aproxima das americanas Harley-Davidson, com paralamas envolventes, rodas de liga leve com raios finos e superfícies cromadas. Mas alguns detalhes são pouco encontrados em motos de série desta categoria, como o sissy-bar (apoio lombar para o garupa) com suporte para bagageiro e os rebites cromados no couro do banco que dão a pequena Mirage um quê de personalização.

 

 

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Qual Delas?

     Entre o estilo custom e o supermotard há um universo de diferença. Enquanto a Mirage 150 apela para o conforto à bordo e sugere uma pilotagem sossegada, mantendo os braços do piloto completamente relaxados e as pernas pouco flexionadas, a CRZ 150 SM caminha na contramão e mantém o piloto numa posição ereta, e menos relaxada.

     Nos bancos há uma nítida separação entre conforto e esportividade. O assento da Mirage 150 é largo e dispõe de uma espuma espessa e de formato abaulado. Essas características também a tornam mais confortável do que a CRZ 150 SM que, além de ter o banco esguio, próximo ao das motos de competição que facilita a movimentação do piloto, o banco possui uma fina camada de espuma que provoca certo desconforto.

     Se até aqui você ainda não descobriu qual delas é a mais indicada para você, as proprias motos podem te dar uma sugestão. Eu sei, eu sei… Motos não falam. Mas, as dimensões de cada uma proferem por um perfil de piloto. É como se a moto escolhesse o piloto e não o contrário. A Mirage 150, por exemplo, não gosta muito dos pilotos gradalhões, portanto, se você possui mais de 1,85 metros de altura poderá encontrar dificuldade na aproximação do manete com os joelhos ao esterçar totalmente o guidão.

     Agora, se você é daqueles pilotos que já foi chamado de alpinista de bonsai ou pintor de rodapé (é brincadeira viu?) também encontrará dificuldades para pilotar a CRZ 150 SM que possui 815 mm de altura do banco, 105 mm a mais que a Mirage 150. Embora as dificuldades ligadas a ergonomia sejam reais, a estatura do piloto não o impede pilotar qualquer uma delas.

 

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O Coração

     Agora que já conhece um pouco mais das motos vamos falar do coração delas, o motor. Temos aqui duas motos equipadas com motor de 150 cc com um cilindro, duas válvulas e alimentação por carburador. Tudo muito parecido, inclusive no desempenho, com 13,4 cv de potência a 8.000 rpm e 1,38 kgf.m de torque a 6.000 rpm para a Mirage 150 e 13,5 cv de potência a 8.000 rpm e 1,45 kgf.m de torque a 7.500 rpm.

     Contudo, há uma grande diferença entre os motores que está relacionada à complexidade do sistema de arrefecimento. Como na maioria das motos de baixa cilindrada, a Mirage 150 possui o simples sistema de refrigeração por ar, que precisa apenas do vento para refrigerar o motor através das aletas do cilindro. Diferente da CRZ 150, que possui refrigeração líquida e, portanto, necessita de mais componentes para o arrefecer o motor e manter controle de temperatura, como radiador, bomba, termostato, válvula de fluxo e ventoinha.

     Por sustentar mais componentes no motor que a Mirage 150, o visual da CRZ 150 cresce pelos radiadores protegidos pelos apêndices do tanque e os tubos que ligam os radiadores ao motor. Mas mesmo utilizando um pequeno tanque de plástico e peças de alumínio para reduzir peso, a Kasinski CRZ 150 pesa 127 kg, dois a mais que a Mirage 150.

     Na pratica, as diferenças técnicas pouca diferença fizeram. A aceleração foi igual nas duas, levando 8,2 segundos para atingir 60 km/hora, assim como a velocidade máxima aferida com auxilio de um aparelho GPS com 104 km/h atingidos pela supermotard e 102 km/h alcançados pela custom.

 

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Na Cidade

     É no ambiente urbano, de preferência no congestionado transito das grandes cidades, que essas duas Kasinski se sentem em casa e mostram suas diferenças mais relevantes entre qualidades e limitações. Rodar entre os carros com a Mirage 150 exige maior atenção pela posição distante dos espelhos retrovisores que atrapalham ao passar em trechos apertados, mas a ciclística leve proporciona uma condução fácil e pouco cansativa. A CRZ 150 SM também tem suas manhas, como o limitado esterçamento do guidão que dificulta as manobras em baixa velocidade e a resposta dom motor melhor em rotações elevadas

 

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Boa surpresa foi a maciez das suspensões da Mirage 150 ao encarar nosso asfalto de péssima qualidade, situação onde a CRZ 150 SM não se comportou como o esperado, sobretudo pela rigidez demasiada na suspensão dianteira que diminuiu o conforto já reduzido devido a fina camada de espuma do banco.

     Para o piloto que se amarra em curvas não há o que reclamar. A CRZ 150 SM corresponde o apelo esportivo ao demonstrar agilidade nas trocas de direção e fácil controle de inclinação da moto. Mas novamente a surpresa foi com a Mirage 150 pela leveza do conjunto durante a pilotagem, além de não ter as pedaleiras lapidadas no asfalto precocemente, como acontece com as motos custom.

 

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     Parecidas no motor e diferentes no estilo. Se você ainda não sabe qual das duas mais te agrada, descubra agora que sua decisão poderá ser feita pelo bolso. Isso porque a Mirage 150, disponível nas cores azul, preta e Bordeaux custa R$ 5.390, quase R$ 2.000 mais barata que a CRZ 150 SM que, por utilizar sistemas mais complexos de motor e suspensões, sai por R$ 7.290 e pode ser encontrada nas cores azul e vermelha. E aí? Vai de custom ou de supermotard

Texto: Francis Vieira – Fotos: Mario Villaescusa

http://www.revistaduasrodas.com.br

 

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ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS – CRZ 150 SM

 
DIMENSÕES E PESO
  • Comprimento Total 2.110 mm
  • Largura Total 815 mm
  • Altura Total 1.140 mm
  • Distância entre eixos 1.425 mm
  • Distância livre do solo 210 mm
  • Peso a seco 127 kg
MOTOR
  • Tipo 4 tempos, monocilíndrico
  • Refrigeração Arrefecimento a água
  • Capacidade volumétrica 149,4 cm³
  • Diâmetro do cilindro 62 mm
  • Curso do cilindro 49,5 mm
  • Alimentação Carburador PZ 27
  • Potência Máxima 13,5 cv / 8.000 rpm
  • Torque Máximo 1,45 kgf.m a 7.500 rpm
  • Lubrificação Bomba de óleo
TRANSMISSÃO
  • Câmbio 5 velocidades
  • Transmissão final Corrente
  • Partida / Tipo de ignição Elétrica e Pedal / CDI
  • Embreagem Multidiscos banhados em óleo
  • Acionamento da embreagem Manual
  • Bateria 12 V / 7 Ah
ESTRUTURA / CHASSI
  • Freio Dianteiro Hidráulico a disco
  • Freio Traseiro Hidráulico a disco
  • Pneu Dianteiro 100/80/17
  • Pneu Traseiro 110/80/17
  • Suspensão Dianteira Telescópica invertida
  • Suspensão Traseira Balança monochoque Kasinski Progressive System
CAPACIDADES
  • Capacidade do tanque de combustível 6,5 litros – gasolina
  • Óleo do motor sem troca de filtro (ml) 1.000
  • Óleo do motor com troca de filtro (ml) 1.000
  • Óleo do motor, primeiro enchimento (ml) 1.000
  • Óleo da suspensão dianteira (cm³) 260
 

 

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ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS – MIRAGE 150

DIMENSÕES E PESO

  • Comprimento Total 2.160 mm
  • Largura Total 800 mm
  • Altura Total 1.100 mm
  • Distância entre eixos 1.400 mm
  • Distância livre do solo 140 mm
  • Peso a seco 125 kg
MOTOR
  • Tipo 4 tempos, monocilíndrico
  • Refrigeração Arrefecimento a ar
  • Capacidade volumétrica 149,4 cm³
  • Diâmetro do cilindro 62 mm
  • Curso do cilindro 49,5 mm
  • Alimentação Carburador PZ 27
  • Potência Máxima 13,4 cv / 8.000 rpm
  • Torque Máximo 1,38 kgf.m a 6.000 rpm
  • Lubrificação Bomba de óleo
TRANSMISSÃO
  • Câmbio 5 velocidades
  • Transmissão final Corrente
  • Partida / Tipo de ignição Elétrica e Pedal / CDI
  • Embreagem Multidiscos banhados em óleo
  • Acionamento da embreagem Manual
  • Bateria 12 V / 7 Ah
ESTRUTURA / CHASSI
  • Roda Liga leve
  • Freio Dianteiro Hidráulico a disco
  • Freio Traseiro Tambor
  • Pneu Dianteiro 2.75 / 18
  • Pneu Traseiro 3.50 / 16
  • Suspensão Dianteira Telescópica
  • Suspensão Traseira Balança bi-choque ajustável
CAPACIDADES
  • Capacidade do tanque de combustível 13 litros – gasolina
  • Óleo do motor sem troca de filtro (ml) 1.100
  • Óleo do motor com troca de filtro (ml) 1.100
  • Óleo do motor, primeiro enchimento (ml) 1.100
  • Óleo da suspensão dianteira (cm³) 180

Equipe: MotosBR

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CR Zonsghen inaugura nova fábrica em Manaus .


Equipada com uma das mais modernas linhas para fabricação de motocicletas no mundo,  A CR Zonsghen inicia ainda neste mês de setembro a produção de 12 modelos de motocicletas da marca Kasinski

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Zuo Zongqing, vice presidente Grupo Zongshen e Claudio Rosa Junior, Presidente CR Zongshen do Brasil – inauguração nova unidade fabril Manaus (AM)

No último dia 24, a CR Zongshen do Brasil, fabricante de motocicletas e dona da marca Kasinski, abriu as portas da sua nova fábrica em Manaus (AM).
Com quase seis vezes a capacidade produtiva atual, a nova unidade está preparada para produzir cerca de 110 mil motos/ano. São cerca de 300 funcionários que já neste mês de setembro começam a fabricar os 12 atuais modelos de motocicletas da marca Kasinski.

A nova unidade é a concretização de uma das etapas do plano da CR Zongshen para o Brasil. “Estamos nos fixando no País com uma base sólida, pois somos um dos grandes fabricantes mundiais com sede no Brasil”, diz Claudio Rosa Junior, presidente da Kasinski.

“É muito valiosa a participação da CR Zongshen no Brasil. Temos muito respeito pelo Estado do Amazonas porque é um lugar de riquezas e economia acelerada; por isso, é muito importante a inauguração desta fábrica”, declara Zuo Zongqing, vice-presidente do Grupo Zongshen.

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Linha de produção flexivel – alta produtividade e eficiencia

Uma das linhas de produção mais modernas do mundo
A nova unidade fabril marca um novo momento do setor das Duas Rodas no Brasil. Exclusiva no País, a nova linha de produção de motocicletas possui características tecnológicas singulares. Com foco no ganho de eficiência e produtividade, a linha permite ainda fabricar modelos diferentes ao mesmo tempo, deixando a programação da fábrica muito mais flexível.

“Estamos investindo também em tecnologia de produção. Com isso, damos um passo à frente no mercado. Para atingir a mesma eficiência e produtividade com as linhas de produção existentes hoje no mercado brasileiro precisaríamos do triplo da área fabril e de pelo menos o dobro do número de funcionários”, explica o presidente. “A partir de agora, a CR Zongshen estende a sua austera política de otimização de custos e de ganho de eficiência também para a área produtiva”, acrescenta.

“Entre as 58 empresas distribuidoras no mundo, a Kasinski é a número um. Temos como meta criar uma nova cultura de motocicletas no Brasil”, diz Chunil Park, vice-presidente da S&T Hyosung.

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Linha de produção – motores

Investimento em um novo Complexo Industrial
Além da mudança para um novo prédio industrial (setembro/2010), a CR Zongshen inicia neste segundo semestre (2010) as obras para a construção de um Complexo Industrial que tem previsão para entrar em operação em 2012. Estão sendo investidos R$ 45 milhões na obra civil do novo complexo.
As obras de terraplanagem já estão sendo iniciadas em um terreno próprio de mais de 130 mil metros quadrados.

Expansão da cadeia produtiva
Seguindo a estratégia de organização da cadeia produtiva do Grupo Zongshen, na China, a Kasinski deu início à formatação de uma empresa dedicada à fabricação de componentes, a CRZ Components.

Esta empresa já está constituída em Manaus (AM).  O primeiro componente a ser fabricado será o chassi da motocicleta e a produção deve iniciar no primeiro trimestre de 2011.

“Muitos de nossos fornecedores na China têm grande interesse no mercado brasileiro. Iniciaremos a fabricação de componentes pelo chassi e cerca de outros seis fabricantes já estão confirmados e devem vir na sequência. Este movimento reforça a nossa estratégia de longo prazo para o Brasil”, comenta Claudio Rosa Junior, presidente.

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Linha de produção – motores

Crescimento constante
Com um crescimento de 168,2% em volume de vendas e 318,1% em receita bruta, a Kasinski confirma o 1o semestre de 2010 como o melhor da sua história. O desempenho operacional no primeiro semestre de 2010 registrou o melhor resultado da história da companhia. A receita bruta cresceu 318,1%, atingindo R$ 71 milhões, e o volume de unidades vendidas registrou um salto 168,2% superior em relação à igual período de 2009, alcançando 8.969 motocicletas.

Com um portfólio de 12 produtos de 110 a 650 cm³ de cilindrada, incluindo um modelo de scooter elétrico, a Kasinski inovou e fixou-se como uma fabricante realmente revolucionária no segmento de motocicletas.  Neste período, a companhia lançou sua primeira campanha institucional e 30 dias após a veiculação do filme “Rolé” em todo o Brasil a empresa já registrava 36% de incremento no número de unidades emplacadas.

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Linha de produção – alta produtividade e eficiencia

Novo Consórcio Kasinski
A Kasinski acaba de firmar parceria com o Consórcio Luiza, um dos maiores administradores de consórcios do País.
A partir de setembro, o “Consórcio Kasinski – Administração Consórcio Luiza” inicia vendas de cotas de consórcio nas mais de 600 lojas do Magazine Luiza onde o Consórcio Luiza atua, via representantes e também nas 150 concessionárias Kasinski em todo o Brasil.

A venda de cotas de consórcio é válida para todos os 12 modelos de motocicletas Kasinski disponíveis hoje no Brasil.
“A opção pela parceria com o Consórcio Luiza foi principalmente por ser uma operação ágil e extremamente eficiente. Além disso, podemos contar com a força de vendas de uma empresa coligada a uma das mais importantes redes de varejo do País, o Magazine Luiza. Temos certeza de que esta união será um sucesso”, declara Claudio Rosa Junior, presidente da Kasinski.

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Linha de produção – alta produtividade e eficiencia

Mais informações:  Max Midia Comunicação


Equipe:MotosBR

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